Estratégia de mídia paga · Google Ads e Meta Ads
Por que Google Ads e Meta Ads precisam continuar ativos ao mesmo tempo, quanto investir em cada um para que ambos funcionem de verdade, e qual retorno é razoável esperar disso — com toda premissa de cálculo declarada, uma a uma.
Por que este documento existe
A Dra. Violeta já investe em Google Ads e em Meta Ads. O anúncio de busca está no ar neste momento: fala em cirurgia de mioma, aponta para dravioletacanejo.com.br/especialista/ginecologia e traz os sitelinks “Agende Sua Avaliação” e “Reposição hormonal Recife”. O texto pré-preenchido do botão de WhatsApp do site, “Vim pelo anúncio do Google…”, confirma o resto.
A pergunta que restou é sobre quanto investir em cada plataforma e sobre por que nenhuma das duas pode ser cortada sem um custo real para a clínica. É isso que as próximas páginas respondem, com a conta aberta.
Toda projeção aqui aparece como faixa, com a premissa usada em cada cálculo declarada ao lado — nunca como número fechado. Onde existe dado real de mercado, ele está citado com a fonte. Onde não existe, está marcado como estimativa.
Hoje trabalhamos com uma estimativa de R$ 450, que pode estar longe da realidade em qualquer direção.
Sem esse número, não sabemos se o piso recomendado é um aumento pequeno ou uma mudança grande em relação ao que já está no ar.
Usamos uma faixa de 70% a 85%. O número real da agenda da Dra. Violeta pode reduzir ou aumentar toda a projeção de receita.
Com esses três números, esta mesma estrutura de cálculo deixa de ser uma faixa de mercado e passa a ser uma projeção calibrada com o comportamento real da clínica.
A espinha do documento
Tratá-los como concorrentes dentro do mesmo orçamento, escolhendo um em vez do outro, é o erro mais caro que uma clínica particular pode cometer em tráfego pago. Um colhe o que já existe. O outro cria o que ainda não existe.
Captura a intenção no exato momento em que ela aparece.
Quando uma mulher digita “ginecologista particular Recife”, “colposcopia particular Caruaru” ou “quero tirar o DIU”, ela já decidiu que precisa de um médico. Não falta convencimento, falta encontrar quem atende rápido e bem. O trabalho do anúncio aqui é aparecer na frente, não persuadir.
O tamanho do problema
Cada uma das duas escolhas tem uma consequência específica, com nome e sobrenome das colegas que ocupam o espaço deixado vago.
A Dra. Violeta fica limitada ao teto de quem já procura. Isso significa competir apenas nos termos onde já existe concorrência direta e paga.
A Dra. Violeta gera desejo, mas entrega a conversão de bandeja para quem está no Google. A mulher vê o conteúdo, se identifica, mas não agenda na hora.
O efeito composto
Isto vem direto de como o funil de decisão de uma paciente particular funciona na prática, e a pesquisa de mercado documenta cada etapa dele.
Quando uma mulher já viu conteúdo seu no Instagram semanas antes, ela não digita “ginecologista Recife”. Digita “Dra. Violeta Canejo”. Uma busca pelo nome custa uma fração do clique de uma busca genérica, porque ninguém dá lance contra o próprio nome, e converte muito mais do que a busca por categoria. Quanto mais a Dra. Violeta aparece no Meta, mais barato o Google fica ao longo dos meses — sem aumentar orçamento.
Cada termo que uma paciente digitou para chegar ao anúncio é um dado real de como ela nomeia o próprio problema. A pesquisa já capturou esse padrão em outras fontes: “já não aguento mais” para menopausa, “teria que fazer medicina para entender” para SOP, “tinha vergonha de mostrar a região íntima” para saúde íntima. Esse vocabulário, extraído da conta de Google Ads, é matéria-prima direta para o roteiro dos criativos de Meta.
Quem clica no anúncio do Google e visita o site sem agendar pode ser reimpactada no Instagram dias depois, com um conteúdo que aprofunda a dúvida que trouxe a busca. Quem interage com um post patrocinado, mas ainda não está pronta para marcar, pode ser a mesma pessoa que, duas semanas depois, busca o nome da clínica no Google. Sem as duas plataformas ativas ao mesmo tempo, esse ciclo não existe.
| Perfil de paciente | Urgência de decisão | Canal principal | Canal de apoio |
|---|---|---|---|
| Alteração no preventivo ou HPV | Alta — decide em dias | Google Search | Meta — remarketing pós-clique |
| Tentando engravidar | Alta — busca ativa e específica | Google Search | Meta — remarketing pós-clique |
| Pré-menopausa e reposição hormonal | Média — pesquisa antes de decidir | Meta — educação e autoridade | Google, quando ela já pesquisa o termo |
| Jovem com SOP | Média — cética com solução genérica | Meta — o público mais digital | Google, quando busca “SOP tratamento” |
| Saúde íntima e ninfoplastia | Baixa — decisão arrastada por vergonha | Meta — conteúdo educativo e discreto | Google, quando já decidiu pesquisar o procedimento |
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Cortar uma das duas colunas de canal não corta metade do orçamento com o mesmo resultado. Corta o acesso inteiro a parte dos perfis de paciente que pagam consulta particular hoje em Recife e Caruaru.
A conta aberta
Toda a matemática das próximas seções sai desta tabela. Cada linha traz a faixa usada e o que ela é: dado confirmado por fonte de mercado, ou estimativa assumida como tal.
| Métrica | Faixa usada | Status | Origem e ressalvas |
|---|---|---|---|
| Ticket médio da consulta em Recife | R$ 450 a R$ 750 | Estimativa | Não há preço confirmado da própria clínica. A referência nacional para capitais varia de R$ 400 a mais de R$ 1.000, e o único dado individual de concorrente (R$ 680) carrega ressalva de identidade não resolvida na pesquisa. |
| Ticket médio da consulta em Caruaru | R$ 150 a R$ 400 | Confirmado | Confirmado por fonte de mercado (ginecorafaelalves.com.br). |
| Ticket médio combinado usado nos cálculos | R$ 450 | Estimativa | Estimativa própria, ponderando Recife acima de Caruaru pelo volume maior esperado nessa praça. É o número que sustenta toda a projeção de receita. |
| Custo por clique no Google Search, setor saúde, Brasil | R$ 3,00 a R$ 8,00 média R$ 4,50 |
Confirmado | Dado de mercado 2026 para o setor saúde. |
| Taxa de cliques no Google Search, especialidade médica | 5% a 7% | Estimativa | Referência internacional (Physicians & Surgeons, ALM Corp, Google Ads Benchmarks 2026), usada como direção, não como número brasileiro confirmado. |
| Conversão de clique em contato no WhatsApp (Google) | 8% a 12% | Estimativa | Estimativa de mercado, mantida na faixa conservadora porque a prova social da clínica (nota 5,0 com 35 avaliações) ainda não aparece na página que recebe o clique do anúncio. Publicá-la tende a puxar essa taxa para cima. |
| Custo por mil impressões no Meta, feed, Brasil | R$ 15 a R$ 35 | Confirmado | Dado de mercado 2026 (Trafius, CPM médio Facebook e Meta Ads Brasil). |
| Custo por mil impressões no Meta, stories e reels, Brasil | R$ 8 a R$ 20 | Confirmado | Mesma fonte de mercado 2026. |
| Custo por clique no Meta, saúde, Brasil | R$ 1,20 a R$ 2,50 | Estimativa | Estimativa própria, entre a faixa de especialidades menos disputadas (R$ 0,60 a R$ 1,20) e a de procedimentos estéticos competitivos (R$ 1,80 a R$ 3,00). |
| Custo por lead no Meta, procedimento de saúde considerado | R$ 20 a R$ 45 | Estimativa | Estimativa de mercado, entre custo de lead de estética (R$ 12 a R$ 28) e de ortopedia e fisioterapia (R$ 15 a R$ 35), ajustado para cima por envolver decisão hormonal ou íntima. |
| Taxa de contato que vira consulta agendada | 30% a 45% | Estimativa | Estimativa de mercado. |
| Taxa de agendamento que vira comparecimento | 70% a 85% | Estimativa | Paciente que paga particular tende a comparecer mais do que lead de isca gratuita, mas não temos a taxa real da clínica. |
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O piso técnico de cada plataforma
O piso não é um número de vendedor. Em cada plataforma ele é imposto por uma restrição técnica: no Google, o orçamento que esgota antes do fim do dia; no Meta, o volume de conversões que o algoritmo exige para sair da fase de aprendizado.
O custo por clique do setor saúde no Brasil já é de 2 a 3 vezes a média de mercado, por causa da disputa por leilão em nichos de alta confiança. Abaixo desse valor, o orçamento diário esgota antes do fim do dia nos termos de maior intenção, e a campanha ganha o rótulo “limitada por orçamento” dentro do próprio Google Ads. Na prática, isso significa perder as buscas de alta urgência da tarde e da noite — justamente quando uma paciente com resultado de exame alterado pesquisa, depois do expediente. Rodando em duas cidades, esse piso não é opcional: Recife e Caruaru competem pelo mesmo orçamento diário dentro da mesma conta.
Divisão recomendada
O Google recebe a fatia maior em reais porque o clique de busca em saúde custa de 2 a 3 vezes mais que o clique do Meta neste nicho. Não porque seja o canal mais importante.
A proporção entre colher e criar se mantém em qualquer valor investido. O que muda é o volume que cada frente consegue sustentar.
Em volume de contatos gerados, as duas plataformas ficam próximas — e o Meta tende a gerar mais leads pelo mesmo investimento, por ter um custo de atenção mais baixo. A diferença está no que cada lead precisa para virar consulta: o contato que vem do Google já chega decidido; o que vem do Meta chega interessado, e precisa de um passo a mais de confiança antes de marcar.
O valor que cada plataforma recebe dentro do orçamento recomendado, e o que isso significa em ritmo diário de veiculação.
As duas cidades dividem o mesmo orçamento diário dentro de cada plataforma. É por isso que o piso combinado de R$ 5.500 por mês é o ponto em que Recife e Caruaru conseguem rodar juntas sem que uma sufoque a outra.
Projeção de resultado
Todos os números abaixo saem da tabela de premissas da seção 05, aplicada linha a linha. Ticket usado no cálculo: R$ 450 — a estimativa que a confirmação do preço real da consulta vai substituir.
| Métrica | Meta | Total | |
|---|---|---|---|
| Investimento mensal | R$ 3.000 | R$ 2.500 | R$ 5.500 |
| Cliques estimados | 665 | 1.390 | 2.055 |
| Contatos no WhatsApp | 67 | 83 | 150 |
| Consultas agendadas | 27 | 29 | 56 |
| Consultas realizadas | 21 | 22 | 43 |
| Receita da 1ª consulta | R$ 9.450 | R$ 9.900 | R$ 19.350 |
Cada barra é 100% de uma etapa do funil, repartida entre o que vem do Google e o que vem do Meta. O que muda de uma etapa para a outra é a proporção — e é aí que a diferença entre os dois canais aparece.
O Meta entrega o dobro de cliques do Google pelo mesmo dinheiro, mas a fatia dele encolhe a cada etapa: 10% dos cliques do Google viram contato, contra 6% dos cliques do Meta. É a tradução em números do que separa colher demanda pronta de criar demanda nova.
No Meta, esse investimento alcança entre 55 mil e 70 mil pessoas por mês nas duas cidades. No Google, o volume de impressões é naturalmente menor, porque depende de quantas pessoas já estão digitando o termo: entre 11 mil e 13 mil impressões por mês. Antes de travar o orçamento definitivo de busca, recomendamos rodar o planejador de palavras-chave na conta já ativa da Dra. Violeta para confirmar o volume real de busca por cidade.
O argumento que muda a conta inteira
A projeção da seção anterior olha só para a primeira visita. Isso subestima o retorno real, porque cada etapa seguinte é receita nova gerada pelo mesmo lead que o anúncio pagou para trazer uma única vez.
Aplicando um multiplicador conservador de valor de vida — entre 1,8x e 3x a receita da primeira consulta ao longo de 12 meses, considerando retornos, exames complementares e protocolos contínuos —, a mesma safra mensal de pacientes projeta o quadro ao lado.
Este multiplicador é estimativa própria, não medição da clínica. É exatamente o tipo de número que ganha precisão assim que tivermos dado real de quantas pacientes retornam, e para quê.
A partir de uma safra mensal de pacientes. Barra cheia: receita da primeira consulta. Barra clara: a faixa de receita adicional dos retornos, exames e protocolos ao longo do ano.
| Investimento | Receita só da 1ª consulta | Receita projetada em 12 meses |
|---|---|---|
| R$ 5.500 / mês | R$ 19.350 | R$ 34.830 a R$ 58.050 |
Estimativa própria, ancorada no comportamento clínico de retorno da paciente ginecológica particular. Não é medição da agenda da clínica.
Consequência
Não é o mesmo resultado por metade do preço. É metade do mercado, pelo preço de continuar competindo nele.
O Google segue capturando quem já procura, mas os três perfis de decisão mais lenta — pré-menopausa, SOP e saúde íntima — deixam de ser alcançados, porque eles não chegam a digitar a busca sem antes ver conteúdo que nomeie o problema deles.
Enquanto isso, a Dra. Anitcia Bueno segue publicando para 15 mil seguidores no eixo de menopausa, e a Dra. Melina Guerra segue com 828 posts publicados em Caruaru. Quando, meses depois, uma dessas pacientes finalmente decide pesquisar no Google, ela já reconhece um nome — e não é o da Dra. Violeta.
O clique barato de marca, que só existe quando alguém já viu a clínica antes, nunca aparece para reduzir o custo do Google. E os 10,6 mil seguidores que a Dra. Violeta já reuniu no Instagram, junto com as 35 avaliações nota 5,0, continuam sendo um ativo parado: o Meta é justamente o canal onde essa prova circula, se mostra e derruba o custo de convencer.
A Dra. Violeta perde exatamente o segmento de menor fricção e maior urgência do funil inteiro: a paciente com resultado de preventivo alterado, que decide em dias e não em semanas, e que tem a menor resistência a pagar de todos os cinco perfis mapeados.
O Meta seguiria gerando desejo e autoridade. Mas no momento em que esse desejo vira ação, quando a paciente decide agir e faz a busca, ela encontraria uma concorrente — porque capturar a intenção de busca é função do Google, não do Meta.
Também se perde o canal que hoje já está confirmadamente ativo e gerando demanda, sem que exista dado de referência para medir o tamanho real da perda.
Cortar qualquer uma das duas frentes não reduz o orçamento pela metade mantendo o mesmo resultado. Reduz o alcance da clínica a menos da metade das pacientes que hoje pagam consulta particular em Recife e Caruaru.
Honestidade antes do orçamento
A pesquisa de mercado identificou dois pontos que limitam a performance de qualquer real aplicado, em qualquer plataforma. Um é o nome público do negócio. O outro é uma reputação excelente que a paciente não vê na hora de decidir. Nenhum dos dois exige orçamento de mídia para ser corrigido.
Não é só um detalhe de código. “Ginecologia e Obstetrícia” aparece hoje em três lugares que a paciente vê antes de falar com a clínica:
Enquanto isso estiver no ar, a verba de anúncio corre o risco de atrair o público de gestante, exatamente o que a Dra. Violeta pediu para não atender. O site se corrige no WordPress, sem custo. Os outros dois dependem de uma resposta que só a Dra. Violeta tem: o Dr. Lucas Farias faz obstetrícia? Se fizer, o nome da clínica faz sentido para o negócio dele, e o posicionamento sem obstetrícia passa a valer para a agenda e para a comunicação dela, não para a marca inteira.
A reputação está construída, e é boa: 5,0 estrelas com 35 avaliações no Google, mais 2 opiniões no Doctoralia e 10,6 mil seguidores no Instagram. O problema é que nada disso chega até a paciente no momento em que ela decide:
Levar essa prova para a página de destino é o ajuste de maior efeito sobre a conversão de cada real investido, e ele custa zero em mídia.
Corrigir esses dois pontos não exige orçamento de mídia. Exige uma decisão sobre o nome, um ajuste de site e a publicação de uma prova social que já está pronta e paga. E eleva o retorno de cada real investido em Google e Meta a partir do primeiro dia de campanha.
Próximos passos
Preço da consulta, investimento atual em cada plataforma e taxa de comparecimento. Com eles, a projeção deixa de ser faixa de mercado e passa a ser cálculo calibrado com o comportamento real da clínica.
Depende da resposta sobre o escopo do Dr. Lucas Farias. Com ela na mão, corrigem-se o título e a meta description do site e, se fizer sentido, o nome do perfil no Google e no Instagram da clínica. É o ajuste de menor custo e maior efeito imediato sobre todas as campanhas já ativas.
A nota 5,0 com 35 avaliações, o CRM e os melhores depoimentos precisam estar visíveis na página que recebe o clique do anúncio. É trabalho de edição, não de construção, e melhora a conversão de cada real investido sem tocar no orçamento de mídia.
Ponto de partida em R$ 5.500 por mês combinado, mantido por dois meses. Ao fim desse período, a taxa de comparecimento real e o custo por paciente da clínica já estarão medidos — e a decisão sobre o orçamento seguinte deixa de ser aposta e passa a ser conta.
Fontes
Toda faixa marcada como estimativa deve ser tratada como direção de mercado, não como garantia de resultado.